Nome Científico: Dipteryx odorata (Aubl.) Willd.
Família: Leguminosae –
Papilionoideae.
Nomes Comuns:
Champagne, Cumaru Amarelo, Cumaru do
Amazonas, Cumaruzeiro, Cumbaru, Muirá Payé, Parú, Cumbari, Cumarurana, Cumaru,
Cumaru-Verdadeiro, Cumaru da Folha Grande, Muimapagé, Cumaru-de-Cheiro, Cumaru
Roxo.
Ocorrência: Freqüente em toda a Região Amazônica,
desde o Estado do Acre até o Maranhão, ocorrendo também em Mato Grosso. Habita
a floresta pluvial de terra firme e várzeas altas do baixo Amazonas. Algumas
vezes cultivado nas Guianas e Venezuela.
Características Morfológicas: Árvore grande, belíssima quando coberta de flores, atingindo
de
20-30 m,
podendo chegar a 32 m de altura, com ramos densos e espalhados, copa globosa.
Casca pouco
espessa, lisa e descamante em placas irregulares, marcada por cicatrizes discadas pela
caducidade das placas formadas na superfície do fuste, destacando-se na mata
por sua cor natural amarelo-acinzentado, fuste reto e cilíndrico, de
50-70 cm de diâmetro, apresentando sapopemas de até um metro de altura. Folhas compostas,
alternas, alado-pecioladas, glabras, imparipinadas com 7 a 9
folíolos alternos, brilhantes na face superior, de 10-20 cm de
comprimento e 4-8 cm de largura. Apresenta inflorescência em panículas
terminais ferrugínea-pubescentes, com 15 a 30 cm de comprimento. Flores
violácea-púrpuras, vistosas, perfumadas, relativamente pequenas. O fruto é do
tipo drupa, ovóide-oblongo, indeiscente, de 5 a 7 cm de comprimento por 3 cm
aproximadamente de diâmetro, fibroso e esponjoso, de superfície
pubescente ,envolvendo
uma única semente dura, lisa, de 2,5 a 3 cm, achatada, oblonga e aromática.
Informações Ecológicas: Planta
perenifólia, ciófita, indiferente quanto às condições de solo,
característica e exclusiva da floresta pluvial Amazônica. É
considerada como importante para reflorestamentos. Apresenta freqüência
elevada, porém um tanto descontínua e irregular ao longo de sua ampla área de
ocorrência. Produz anualmente abundante quantidade de sementes viáveis,
amplamente disseminadas pela fauna.
Fenologia:
Floresce a partir de julho a setembro,
e começa a florescer desde os 4 anos de idade. Os frutos amadurecem em
janeiro-fevereiro.
Obtenção de Sementes: Colher os frutos
diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea, ou recolhê-los no
chão. Estes
já podem ser utilizados diretamente para semeadura como se fossem “sementes”,
entretanto sua faixa de germinação é geralmente baixa. A
retirada da verdadeira semente é uma operação bastante trabalhosa, entretanto é
compensada pela sensível melhoria da taxa de germinação. O número de
sementes por quilograma de frutos é de, aproximadamente, 83 unidades. Já um
quilograma de sementes apresenta, em média, 250 sementes verdadeiras e medem
cerca de 35-43 mm de comprimento por 14-18 mm de largura. A germinação é epígea
com taxa germinativa entre 65-98%.
Produção de Mudas: Colocar os frutos
ou sementes para germinarem logo que colhidos, em recipientes individuais ou em
sementeiras, contendo substrato organo-argiloso e cobri-los com uma
camada de 1 cm do mesmo substrato peneirado. A emergência ocorre 3-8 semanas.
Caso utilize sementeira faz-se posterior repicagem para canteiros.
Irrigar diariamente.
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